Series Review: GLOW
Series Review: GLOW

Lançada como uma nova original Netflix no final de junho, GLOW nos apresenta o universo da luta livre feminina. Ambientada em 1980, quando havia uma histeria nos EUA por esse tipo de esporte, a série trata de forma leve assuntos que são bem comuns até os dias atuais.

Coloque seu colã de látex e vamos entrar no universo dessas mulheres, com uma série que busca de forma clara passar a mensagem sobre discurso de gênero, amizade entre mulheres e a desmitificação de estereótipos.

Você pode ficar tranquilo: não iremos contar spoilers por aqui.

SOBRE:

GLOW – ou  Gorgeous Ladies of Wrestling, em tradução livre Lindas Mulheres do Wresting – é uma série que trata do universo da luta livre feminina, na década de 1980. A trama acompanha as aventuras da personagem Ruth Wilder, interpretada por Alison Brie. A jovem é uma atriz, sem muito sucesso, que acaba indo para uma audição – após várias tentativas frustadas – achando que está entrando em um teste para uma produção de arte, mas na verdade é um recrutamento para um programa televisivo de luta feminina, o GLOW. Aliás, a interpretação de Alison merece destaque, por horas você irá se perguntar se ela é a mocinha ou a “vilã” da série. A todo o momento a personagem entregue por ela busca se corrigir e se encontrar, o que é muito interessante.

O enredo mostra todo o machismo da época – é 1985 -, que ganha força com o diretor, sem muito rumo na vida, interpretado por Marc Maron. Enfatizando, já no episódio piloto, como a sociedade era – e ainda é – patriarcal e machista, com o tipo de tratamento que as mulheres recebiam perante os homens, como menosprezo e objetificação, que também são pontos fortes tocados pela produção. E isso é indagado pelas próprias personagens, principalmente por Ruth.

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Ruth Wilder, interpretada por Alison Brie

A estética da série – visual oitentista ♥ – já te ganha de cara. Ela está bem ambientada na clássica Los Angeles. A introdução, a trilha sonora, o visual dos personagens, as cabeleiras – tudo nos leva de volta à essa época. E uma curiosidade: esse programa de luta livre realmente existiu.

A junção de diversos tipos de mulheres, com etnias, portes e tipos, reforçam a mensagem que a série quer passar sobre o empoderamento feminino – elas usam dessas diferenças para se juntarem e aproveitar as melhores características de cada uma. #GirlPower O resultado é claro: elas acabam percebendo que esse universo é muito mais do que uma simples luta, mas sim uma arte e se encontram, finalmente, como parte disso.

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Elenco da série: as meninas do GLOW.

O elenco está muito encaixado com o conceito que a série quer nos passar. E os personagens estão bem dispostos e aprofundados nos temas que cada um quer transmitir. Os destaques ficam por conta de: Betty Gilpin como Debbie Eagan, que apresenta uma linda atriz que acaba se encontrando nesse universo; Britney Young como CarmenGayle Rankin como Sheila, a Loba, um personagem bem montado e engraçado.

TRAILER:

FICHA TÉCNICA:

GLOW 3

GLOW” é uma original Netflix.

  • Direção: Kate Dennis, Todd Fjelsted, Tristram Shapeero e Wendey Stanzler
  • Roteiro: Liz Flahive, Jenji Kohan e Carly Mensc
  • Elenco: Alison Brie, Betty Gilpin, Marc Maron, Britney Young, Sydelle Noel, Britt Baron, Jackie Tohn, Kimmy Gatewood, Rebekka Johnson, Kate Nash, Sunita Mani, Kia Stevens, Gayle Rankin, Ellen Wong, Chris Lowell, Alex Rich, Alex Riley

NOTA: 9,5/10

A série já me ganhou por ter essa estética dos anos 80 – eu particularmente amo esse estilo de roupas, combinados com os cabelos enormes e armados dessa época. Passando da estética pro enredo, a série ganha força a partir do terceiro episódio e isso é meio que unânime entre as pessoas que assistiram. Não que os primeiros episódios sejam desnecessários, mas eles são mornos e a trama ganha força do quarto em diante.

Alison Brie merece todos os aplausos. Se na série ela interpreta uma atriz que não consegue um papel, por esse personagem ela merece um prêmio, ótima! Aliás, não só ela, todo o elenco. Acho fantástico como a Netflix tem diversificado o conteúdo com atores até então não conhecidos do grande público – ao menos pra mim. Congratulations, Net! #Íntimos.

Agora, a série fica com um 9,5, mas esperamos – sério: não cancelem essa série – que tenha uma segunda temporada. Ela está disponível, com a opção de download, na plataforma da Netflix, dividida em 10 episódios, com duração em média de 30 minutos. Faça uma maratona, vale a pena!

CURIOSIDADES:

  • Para promover a série, a Netflix convidou a “rainha do bumbum” Gretchen e a “rainha do Carandiru” Rita Cadillac, para um promocional, onde as duas incorporaram personagens da série. MARAVILHOSAS!
  • A produção da série ficou por conta de Jenji Kohan, que é responsável pela bem sucedida “Orange Is The New Black“, também do Netflix;
  • TODA a trilha sonora da série é dos períodos de 1950 a 1970;
  • Alguns lutadores da vida real fazem parte do elenco da série, como é o caso de Kia Stevens Alex Riley.

OUTROS REVIEWS:

SUGESTÕES:

E aí? Quer acrescentar algo? Quer que a gente fale sobre mais alguma série?
É só escrever aí embaixo nos comentários e aguardar.
Até a próxima review aqui no RDT POP.

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