EM PARCIAL: Especial VMA – Video Miley Awards 2015
EM PARCIAL: Especial VMA – Video Miley Awards 2015

Shit’s ’bout to get real freaky, I can feel it. I hope you’re ready”. Pois é. Algumas semanas atrás, quando Miley Cyrus foi anunciada como apresentadora do VMA 2015, vestida em uma roupa verde “croma key”, no maior estilo “fantasia de alien do Chris Brown”, todos já imaginaram o que viria. A premiação que, até tal momento, tinha tido tanta divulgação quanto um single da Britney, com o auxílio de Jeremy Scott, começou massificar a propaganda com o rosto de Cyrus e uma estética seapunk/anos 90, recuperando aquele “quê” clássico da emissora, que há muito não víamos. A coisa pareceu interessante.

O dia chegou e, realmente, foi muito interessante, porém agridoce. No mês que antecedeu a premiação, várias intrigas surgiram no mundo pop e foram parar no palco. Não dizendo que foram brigas criadas para promover o evento, mas não descartemos um sensacionalismo exagerado em cima de algumas coisas, pois isso já é clássico da promoção do VMA. Todo ano, algum assunto é explorado pra tornar a atração mais explosiva; sejam intrigas, como “Kanye X Taylor Swift”, em 2009; a excentricidade e o vestido de carne da Gaga, em 2010; disputas, como foi “Applause” X “Roar”, em 2013; feminismo e a “glorificação” de Beyoncé, em 2014; a exploração da imagem de Britney Spears, em 2007; as polêmicas de Madonna, o beijo triplo e o “American Life”, em 2003; Madonna, mais jovem, e a noiva de “Like a Virgin”, em 84. Nesse ano, “Taylor X Nicki Minaj” e “Minaj X Miley”, além de Kanye e Miley, que, sozinhos, já rendem muito, foram os pratos da vez.

Além disso, ficou clara a carência daquilo que torna o Video Music Awards “O” VMA. Oras, o evento que se vangloria de tantos momentos icônicos, inflado com os maiores artistas da música, colocar performers relativamente pequenos, que em uma edição antiga fariam apenas o pré-show, como atração principal. Onde estão as estrelas inatingíveis? Os red carpets (no caso, color block carpet) competitivos, que já eram praticamente performances mudas? O delírio das fã-bases, em mutirões malucos, para as votações? Um dos problemas desse ano nem é culpa da emissora, mas desse 2015 escasso de divas pop.

Nem tudo é reclamação. Comparada com a do ano passado, por exemplo, a premiação foi ótima. Na abertura, já temos uma das melhores da noite: Nicki Minaj, tribalística e com coreô pra aprender e já usar no fim de semana na boate, em “Trini Dem Girls” e “The Night Is Still Young”, soltando até um pouquinho de canto, trazendo, para o delírio de todos, Taylor Swift, pra selar as pazes no palco e soltar o refrãozinho de “Bad Blood”. Seguindo a abertura, veio Macklemore, naquela apresentação-sequência fora do palco, a lá Madonna-Kiezsa-JT-etc, com “Downtown” e “Can’t Hold Us”. Ficou legal, mas já vimos isso antes Outros destaques foram: Tori Kelly, sendo maravilhosa em “Should’ve Been Us”, os mozões do Twenty One Pilots, com o A$ap Rocky, explodindo tudo em um mashup de “HeavyDirtySoul”, “M$” e “LSD”, e a maior parte da performance da dona Demetria com “Cool For The Summer”. Vocês sabem do que estou falando. Veio Justin Bieber também, com uma performance bem bacana de “Where Are Ü Now” e seu novo single “What Do You Mean”. Os outros foram just ok, mas essas coisas acontecem.

E os pontos principais da noite; VMiley, que nem roubou o show dessa vez, a MTV deu o palco de presente pra menina, e Kanye West. Recebendo o Vanguard, maior prêmio da noite, diretamente de Taylor Swift, que diminuiu bastante sua lista de Bad Bloods nessa noite (pelo menos para a mídia), Kanye West discursou. Discursou. Discursou. E discursou. Depois de muitos aplausos, criticou a emissora e a mídia em geral, que utiliza essas pequenas intrigas pra ganhar mais audiência e dinheiro, não se preocupando com artista ou arte, contou de seus arrependimento, inclusive no caso 2009, sobre o amor que tem por sua arte e como poderia morrer por ela, deixou o Vanguard no palco e falou até em concorrer pra presidente em 2020. Um resumo rápido da coisa é: Kanye West foi Kanye West.

Por fim, se teve um momento “kanyístico”, também teve Miley sendo Miley. Por conta da falta de grandes nomes para animar a coisa toda, Cyrus carregou boa parte do show, às vezes forçando a barra no “eu sou freaky”, mas sem perder muitos pontos por isso. Teve irônia, teve shade, MUITO shade, teve mary jane, teve Snoopy Lion (Dogg) e teve muita troca de roupa, com um visual melhor e mais surtado que o outro. Pra finalizar, fechou o VMA com seu novo single, “Dooo It”, ao lado de todas as drags e trans finíssimas, muitas importadas da casa de Mama RuPaul. De deathdrop da Laganja e a Haus Of Edwards, até beijo na Violet, vencedora da sétima temporada de “RuPaul’s Drag Race”, veio muita língua e bate cabelo. Um grito de liberdade, paz e diversão sincera, bandeiras da garota nessa nova fase.

Não parou por aí. Miley está louquíssima, soltou seu novo álbum, de surpresa, gratuito e com 23 faixas, depois da premiação. Exatamente, 23 faixas, com direito a vídeo do primeiro single. Ainda levou pra casa o Vanguard que o Kanye largou no palco, de brinde. VMiley 2015 foi ótimo e as loucuras da menina já ficaram marcadas no histórico da MTV e da cultura pop.

Quem quiser conferir a lista de ganhadores e as performances, é só clicar aqui. Durante a premiação, também saíram vídeos novos da Taylor, do Justin e do Nick Jonas. Cliquem nos links pra assistir.

E vocês, o que acharam do VMA 2015? Comentem aí, gente 😉

O melhor do Mundo POP, com a qualidade RDT que você merece!
« Post anterior Próximo post »
Notícias Relacionadas